sábado, 29 de agosto de 2009

Quando estiver triste, simplesmente me abrace....

É pura verdade, ouvi o skank cantar essa música hoje e pensei:
Relmente, hoje tudo que eu queria era um abraço, um colo, uma palavra de conforto.
Estou cinza.
Alma cinza.
Coração cinza.
Como se por dentro de mim pulsasse um coração
não vermelho brilhante, vibrante.
Mas negro, como um carvão queimado.
Estou cinza.
Cinza escuro, quase preto.
O azul se foi, deixando a escuridão, as sombras.
O medo, a dor, a solidão estão mais fortes.
Poderei vencer isso tudo?
Haverá salvação para um coração que deixou de bater?
Haverá sentimento para quem desistiu de sentir?
Um abraço.
Energia.
Dor.
Hoje eu apenas estou cinza, como um dia chuvoso.
Como as núvens que fecham o céu e preludem a chuva.
Será que estou prevendo que irei chorar.
Hoje o dia é triste.
Eu não sou triste. Sou um girassol, uma margarida.
Mas hoje, não sou nada, nem ninguém.
Sou apenas uma núvem cinza que prelude a chuva densa, tempestuosa.
Hoje eu não sou azul, hoje eu sou como o escuro da noite.
Como a névoa que percorre a madrugada, levando todos para casa.
Sou apenas uma sombra do que sou, do que fui, do que serei.
Hoje apenas queria um abraço.
Apenas palavras amigas.
Apenas um sorriso sincero.
Hoje eu apenas queria ser amada.
Encontrar o meu anjo.
Apenas tocá-lo alguns segundos, apenas que ele pudesse me olhar nos olhos.
Paz, serenidade, amor...
Apenas queria abraçá-lo, sentir toda energia envolvida naquele belo ser.
Escondido em meus sonhos.
Em meu coração negro.
Logo o dia findará e a noite reinará.
Estarei eu mais alegre? Mais colorida?
Ou apenas mais cinza, mais triste, mais dolorida?
Oh amor! Por que é tão difícil encontrá-lo?
Ah compreensão! Por que escondes tão profundamente que não te encontro?
Enfim.
Cinza.
Anjo, se puder simplesmente me abrace.
Seque essas lágrimas quentes que agora teimam em rolar
rosto abaixo.
Criando um riacho.
Em meu rosto triste, solitário, incompreendido.
Apenas um toque.
O seu toque.
Suspiro.
o sol indo embora,
a única luz que ainda me deixava ver alguma coisa.
Será que a lua me fará companhia?
Será que entenderá essa dor e agonia?
Então que venha a lua.
Prateada e se misture com meu cinza.
E que façamos um belo par.
Ela que alenta os amantes.
Eu que me perdi de antes.

Beijuusss mil.

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