sábado, 5 de maio de 2012

Saudade...

"Amo-te como a planta que não floriu e tem
 dentro de si, escondida, a luz das flores,
 e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
 o denso aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
 amo-te diretamente sem problemas nem orgulho:
 amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
 tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
 tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono."
(Pablo Neruda)

Ai como dói a saudade!
Ai como castiga a distância...

Nenhum comentário: