segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Oi amigos, sei que muitos seguidores aqui são escritores e sabem o quanto é difícil equilibrar tudo. Volto agora depois de uma fase complicada pessoal para divulgar minhas singelas palavras e conto com vocês. Leiam, divulguem, comentem. Beijos azuis e obrigada por me acompanherem durante esse longo trajeto e louca viagem.

Solidão super-humana


De: Monica Lopes de Mendonça

“Esperando o sonho bom
Enquanto amanhece em outro lugar
Na difícil constelação
Da desolação.

Procurando um lugar
Para depositar sua caixa de sonhos.

Como posso me sentir forte
Quando tudo desaba ao meu redor?
Se esperam sempre que eu seja uma heroína?
Uma mártir incompreendida.

A prova de balas
Feita de titânio.
Uma alma sem conexão.
Um corpo sem controle.

Há salvação para quem se sente tão só?
Tantos rostos e nenhum significa nada?
Alguém saberia responder
Por que heróis tem que ser incompreendidos?

Como posso combater meus erros
Quando me espelho na fraqueza dos outros?
Orando em minha própria caverna.
Esperando a luz da vela se acender.

Como posso me sentir tão só?
Em um mundo tão cheio de rostos?
Tão abandonada quando eu mesma me afastei?
Não quero lítio para matar minha tristeza.

Por que heróis devem manter seus segredos e seus medos.
Escondidos no escuro da alma.
Não há como confiar.
Aceitar que quererem que eu seja um super-humano.

Eu vou apenas tentar chorar.
Então lembro-me que não posso.
Tenho que encontrar forças
Na minha própria fraqueza.

Como posso salvar algo.
De boca e olhos vendados?
Mãos e pés atados
Em correntes de prata.

Se sou super-humana
Onde foi parar minha alma?
Minhas memórias e esperanças?

Sou apenas alguém incompreendido na multidão de rostos.”


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