domingo, 29 de agosto de 2010


Respondendo minhas perguntas.
Desaparecendo minhas dores.
Ouvindo minhas preces.
Você caminha entre as estrelas.
Eu continuo cantando sozinha.
Você ainda lembra meu nome?
Eu não sei.
Eu lembrarei seu nome?
Eu não sei.
Mandando todo sentimento.
Dormindo em seus braços.
Ouvindo os sinos tocando.
De volta para casa.
Você lembrará dos meus olhos?
Eu não sei.
Você lembrará do meu sorriso?
Eu não sei.
Véu que cai
Desvendando todos os segredos.
Canções já esquecidas.
Histórias adormecidas em um solitário coração.
Em meus sonhos eu vejo você.
Preciso te encontrar.
Em alguma esquina.
Ou qualquer que seja o local.
Não quero mais cantar sozinha.
O tempo vai passando.
E você não chega.
Onde você está escondido?
As pessoas dizem que sou louca.
Mas o amor mora na insanidade.
Quando eu encontrar você
Você lembrará do meu nome?
Eu não sei.
Eu sempre lembrarei de você
Aonde eu for.
Porque você está gravado em minha alma.
Minha alma gêmea.
Meu verdadeiro amor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DESTINO


"O coração não entende o que diz o vento.
A alma escuta o que a energia tem a dizer.
Pode parecer cedo,
Mas para quem esperou um longo tempo
Já é o suficiente.
O amor responde
Formando sons onde havia apenas o silêncio,
Onde havia apenas o vazio.

Quanto tempo é preciso gastar da eternidade
Para te ter perto de mim?
Quanto tempo ficarei aqui insatisfeita
Sem a tua presença?
Sem essa tal felicidade?

Eu quero ser a única a te abraçar.
Eu quero que tire o meu fôlego
Apenas com o seu olhar.

Não deixe que as lágrimas voltem a cair
Dos meus olhos...
Mas se elas tiverem que vir
As transforme em cristais
Dos mais puros e brilhantes,
Aqueles com valor inestimável.

A verdade aparece diante dos nossos olhos
Como a realização de um pedido
Feito no mesmo instante à mesma estrela.
Algo que nada no mundo pode impedir...
Tanto tempo tentando encontrar você,
Encontrar uma palavra sincera, de amor verdadeiro.

Diga-me tudo o que sente por mim
A cada segundo para que não haja dúvidas
No meu coração.

Eu quero ser aquela que vai te amar sempre
Eu quero te abraçar forte
Eu quero afastar de você a dor.
Mas se ela tiver que vir
Que eu possa te apoiar e te dar todo meu amor,
E te forneça asas para você voar e voltar a sonhar.
Estar ao seu lado até a tempestade passar.
Que eu faça você sorrir
Mesmo que por um instante apenas
E que esse momento seja eterno,
Que te faça ver que não estará sozinho.
E sempre nos seus olhos verá o meu reflexo,
Que te fará ser forte
Porque sempre seremos um em todos os momentos.
Porque o destino se cumpre.
Pois o mesmo vento que leva,
Trás de volta.
E o que separa une novamente
Quando assim deseja o universo.
Quando assim nós desejamos...”
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
The heart does not understand what the wind says.
The soul listens to what energy has to say.
It may seem early,
But for those who waited a long time
Enough already.
Love responds
Forming sounds where there was only silence,
Where there was only emptiness.
How long to spend eternity
To have you near me?
How long I'll be here unhappy
without your presence?
No such thing as happiness?
I want to be the one to hold you.
I want to take my breath away
Only with your eyes.
Do not let the tears to fall back my eyes ...
But if they have to come
the crystals become
of the more pure and bright,
those with invaluable.
The truth appears before our eyes
Such as making a request
done at once to the same star.
Something that nothing on earth can prevent ...
So much time trying to find you,
Find a sincere word of true love.
Tell me everything you feel for me
Every second that there be no doubt
In my heart.
I want to be one that will always
love you I want to hold you tight
I want the pain away from you.
But if she has to come
I can support you and give you all my love,
and I give you wings to fly and dream again.
Be by your side until the storm passes.
I make you smile
Even if only for a moment
and that moment is eternal,
what do you see that you are not alone.
And always in your eyes will see my reflection,
what you will be strong
Because we always will be one at all times.
Because the target is met.
For the same wind that carries,
Brings back.
What separates reunites
When the universe so wishes.
When we want so ... "

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

SELINHO

Estou muito feliz, recebemos um selinho muito fofo da Florzinha. (http://florzinha410-apaixonadosporleitura.blogspot.com/2010/08/selinho.html#comment-form)


Obrigada florzinha pelo selinho.

Olha que lindoo eu ameiii...

vamos as regrinhas

Regrinhas:

☆Comentar este Post.

☆Levar o Selinho.

☆Dizer que foi oferecido pelo Blog 100% Leitura.

☆Fazer um Post para o Selinho e Oferecer.

Aii vaii aos blogs que ofereço o selinho.

- Crepusculinho

- Tower of words

- Anjoscaídosasaga

- Serieanjoscaidos

- Phsimone

- Penapoesiaporluizdeaquino

- Nicolealexia

- Fredyqi

Beijos mil

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CANÇÃO DE NINAR



Levantando a cabeça,
Joelhos no chão.
Seguindo a noite solitária.

Uma canção de ninar.
Escuto a lua cantar.
Anjos também.
Sussurros de seus cânticos.
Bater de asas.
Beijos de boa noite.
Uma doce canção de ninar.

Sinto-me segura.
Em um sonho de amor.
Eu tenho que aprender a dormir
Em paz.
Você pode ver o poder que tem
Sobre mim.

Vou morrendo dia-a-dia
Vou aprendendo a viver.
Eu ainda espero que meu coração bata.

Não me diga adeus
Enquanto durmo sonhando com você.
Leve-me para algum lugar seguro.
Enquanto ouço os anjos cantarem.

Abra a porta para que eu possa passar.
Podemos ficar juntos se me convidar.
Você pode ficar essa noite junto de mim?
Pode me fazer dormir em seus braços?

Não diga que vai embora.
Ou meu coração irá parar de bater.
Leve-me com você para um lugar melhor.

Tanto tempo que esperei por esse amor.
Para fugir da dor da solidão.
Eu quero saber a realidade.
Se isso é verdade, salve-me dos meus medos.

Cante-me uma canção de ninar.
Abrace-me forte bem perto.
Eu posso ouvir seu coração bater.
E sinto meu sangue correr.

Apenas uma noite que seja.
Preciso de paz, de um lugar melhor.
Algo em que acreditar.
Uma canção de ninar
Anjos batendo asas para um lugar melhor.


Você é o único que sente meu coração
Bater a noite como uma canção.
Será que ficará comigo
Até o fim dos tempos?

Será que é você?
Quem bate as asas e me leva aos céus?
Quando fecho meus olhos.

Você é o único que sabe o caminho
Certo a seguir.
Você é quem faz meu coração bater.
E minha vida parecer uma rosa se abrindo.
O frescor e não uma eternidade arrastada por dor.

O poder do seu amor é verdadeiro.
Tira o que ainda resta de bom em mim.
Eu apenas quero sentir você.
Eu não vou perdê-lo jamais.

Eu só penso em você.
Você é a única que faz as estrelas brilharem mais.
Que faz minha vontade de viver crescer.
E a vontade de fugir desaparece.

Você é o dançarino que baila nos meus sonhos.
Animando minhas noites solitárias.
Não quero que se vá quando o dia nascer.
Você é único.

domingo, 22 de agosto de 2010

MINHA CONDENAÇÃO

Esse post de hoje é para quem acredita em anjos ou não. Para quem algumas vezes se vê desiludido e não imagina o quanto é importante.

Espero que gostem, é um pouco comprido, mas vale a pena.


Minha condenação

Mônica Lopes

Perceber que o mundo era diferente do que eu pensava, isso eu já tinha percebido e nos muitos momentos de solidão eu percebi também que tudo é capaz de passar, assim como as dores, assim como as felicidades, assim como os amores.
Acredito que é desnecessário dizer que com o sofrimento se cresce, deve ser por isso que os grandes homens geralmente tiveram grandes catástrofes em suas vidas.
Olhando para a janela e vendo o dia chuvoso e frio lá fora, cinza como a cortina de fumaça que habitava minha alma naqueles dias solitários, eu me deparava com a imagem de mim mesma refletida no vidro da janela. Aquela forma humana decadente e triste seria eu? Olhos inchados e vermelhos, como um zumbi sem rumo. Será que uma prece seria o suficiente para afastar meus medos e as minhas inseguranças? E se para esse medo de mim mesma não pudesse haver cura. Quem poderia me proteger de mim mesma? Eu seria meu próprio algoz? Meu júri, meu juiz e meu executor? Que pecados tão abomináveis teria eu cometido para me julgar assim tão cruel e sem perdão? Por que me julgava insistentemente sem ter qualquer motivação para dar-me a própria absolvição?
Não precisava da liberdade do corpo, apenas a liberdade da alma, apenas uma razão para acreditar que talvez eu tivesse uma chance, apenas uma para modificar aquilo que não poderia ser modificado. Apenas uma chance para poder arrancar de dentro de mim aquilo que já não me pertencia mais. A autorização para simplesmente destruir o que incomodava o que fazia mal, o que se enraizou e fez com que tudo se transformasse em dor, em solidão, em sofrimento.
Automaticamente tentando encontrar saídas para uma estrada de mão única, será que as jornadas seriam tão curtas assim? Tanta espera por alguma coisa realmente interessante na minha vida, mas jamais acontecera ou chegaria a acontecer. Será que viver seria simplesmente um ato breve de inspirar e expirar?
Algumas pessoas eram destinadas, uma série de explicações lógicas para o fato de que algumas eram merecedoras de vidas importantes, cheias de aventuras e histórias para contar para seus próprios filhos, depois netos. Uma vida interessante, capaz de fazer das menores insanidades, as mais divertidas aventuras. Possível mesmo seria que alguém acordasse de manhã e não pensasse em dormir novamente, porque assim era eu, acordando de manhã já esperando pela noite para dormir novamente.
Por quê?
Porque dormir era a minha maior aventura, o momento em que me encontraria livre de tudo o que fazia mal. Eu simplesmente vivendo, aventuras, romances, diversas vidas, diversas épocas. Uma coleção de fatos altamente atraentes. Fuga da realidade? Talvez sim, porque a realidade sempre fora um vidro fumê, sem qualquer atrativo.
O silêncio era tanto que eu podia ouvir o som das minhas lágrimas caindo sobre o papel no chão. Fotos, recordações, bilhetes, onde estariam as pessoas do meu passado? Lembrariam de mim? Ou apenas em suas vidas fui um simples ponto de um i?
Olhei novamente para o punhal no chão à minha frente, escolhido cuidadosamente, não poderia haver falhas, aquele era um bom dia para dormir profundamente, viver no mundo dos sonhos por toda a eternidade, sem dor, sem solidão, apenas vivendo no mundo colorido e divertido da imaginação. A dona da loja nem imaginara o que acabara de fazer ao mostrar-me aquele punhal dourado com duas pedras vermelhas, imitando dois olhos de rubi, era perfeita, altamente afiada e pontiaguda, seriam apenas dois cortes, apenas dois e a libertação.
Testei-o cortando um pedaço de papel, sim, ele era o escolhido, assim como o dia. Ninguém sentiria muito a minha falta mesmo. Minha mãe, com certeza, teria uma crise de loucura, mas isso duraria apenas algum tempo, depois acabaria se conformando, meu pai também, o restante das pessoas que me conhecia, iriam ao velório, falariam de mim, ou talvez apenas exclamassem algumas poucas palavras de fingida comoção, depois iriam embora viver suas vidas e em menos de uma semana, eu apenas existiria por uma inscrição em uma lápide fria e sem graça, assim como fora minha vida.
Peguei o punhal cuidadosamente, como uma grande relíquia, estava preparado, juntamente com a bacia de água, assim não haveria tanta sujeira, não queria uma cena macabra, nem aterrorizante, queria apenas dormir. A camisola também escolhida, branca, assim ficaria com um rosto mais angelical, ou talvez porque eu havia sempre guardado aquela camisola de renda e cetim branca para uma noite especial que nunca chegara, aquele era o momento especial, o momento de dormir para sempre.
Ouço a chuva recomeçar forte lá fora, um arrepio percorre a minha espinha, seria o céu chorando pelo meu ato? Seria um aviso de que eu iria direto para o inferno como sempre pregara a igreja? Pouco me importava, o inferno pelo menos deveria ser mais divertido do que a minha vida, qualquer coisa seria melhor do que viver como um simples vegetal. As velas acesas à minha volta de repente dançavam como se um vento as acariciasse, como se o barulho da chuva fosse uma doce música que as fazia dançar como bailarinas. O cheiro da parafina queimada enchia os meus pulmões, enquanto eu esperava o momento exato para praticar o último ato de uma vida.
- Sabe qual é seu maior problema? – Ouvi uma voz desconhecida masculina falando no quarto, meu coração disparou, quem poderia ter entrado no meu quarto? Não havia barulho, tinha a certeza que a porta da sala estava trancada. Eu não tinha coragem de me mexer, estava apavorada. Não esperava que alguém estivesse ali comigo, principalmente alguém que eu não conhecia.
- O que foi, está com medo? De quê? Para quem está prestes a cometer esse ato que você está, o medo não deve fazer parte. – A voz falou novamente.
Fechei os olhos, como se isso pudesse me proteger. Um gesto inconsciente de proteção, assim como fazemos quando crianças que fechamos os olhos e achamos que estamos bem escondidos e que nossos pais não irão nos encontrar.
- Quem é você? – Perguntei, quase que em sussurro. As palavras saiam com dificuldade.
- Isso importa? – Ele perguntou com a voz suave, mantendo sempre o mesmo tom.
- Importa.
- Sabe qual é seu maior problema? – Repetiu a primeira pergunta novamente.
- Quem é você? – Perguntei novamente, agora com um pouco mais de força, se ele quisesse fazer alguma coisa ruim, já teria feito. Abri os olhos, mas sem coragem de olhar para trás.
- Seu maior problema é ter tanta pena de si mesma que fica cega diante das bênçãos que acontecem a você.
- Quem é você para entrar na minha casa e vir falando de mim? – Falei olhando para trás, olhando pelo quarto, mas não havia ninguém, isso me apavorou, principalmente quando as velas novamente mexeram todas para o mesmo lado, uma brisa que vinha de lugar algum passou, e juntamente com as velas meus cabelos balançaram. Olhei diretamente para a janela, ela estava fechada. Segurei o punhal com força na minha mão. O que antes serviria para por fim à minha vida, agora seria minha arma de proteção.
- Por que não faz o que quer fazer? Eu vou assistir e ver o quanto é covarde. Achei que você fosse mais forte.
- Eu não quero testemunhas, além disso, você é apenas a minha imaginação, não passa da minha consciência pregando peças, os conceitos incluídos em minha mente por uma sociedade e por uma religião hipócrita. Eu não acredito mais em nada a não ser em mim mesma.
- Não parece. Sabe o que eu penso? Que tem tanto medo da sua potencialidade que acha que fugindo não será cobrada, mas está enganada, desistindo da luta, será apenas uma desertora e desertores não são bem vistos, sabe por quê? Porque são covardes.
- Eu não sou covarde. Se eu fosse, eu não teria coragem de me matar.
- Morrer é fácil, difícil é viver.
- Você quem diz, eu sei o que é viver assim, como um vegetal.
- Vegetal? – Senti que ele sorriu. – Você não é um vegetal. Você é perfeita, tem saúde, é até bonita, é inteligente. Apenas tem pena de si mesma, o que a deixa sem qualquer motivação para viver. O mundo está lá fora, você é quem se tranca dentro de você mesma. Você tem as respostas, ainda não aprendeu a fazer as perguntas, esse é o problema.
Pensei por alguns instantes sobre o que ele disse. Ele teria razão? Eu estava perdendo realmente a razão, estava conversando com alguém que não existia.
- Você me fala de coragem, então porque não se mostra? Quem é você e porque está aqui? – Perguntei em tom desafiador.
A voz ficou muda por alguns instantes, mas eu podia ouvir sua respiração. As velas novamente dançaram, e dessa vez, eu já não tinha mais medo.
- Estou aqui por você. – Respondeu, mantendo sempre um tom macio na voz.
- Por mim? Eu não chamei ninguém.
- Não mesmo?
- Não.
- Deixe que eu veja você, se isso for uma brincadeira, deixe-me fazer o que estou pronta para fazer.
- Ainda quer fazer?
- Quero. – Falei, mas a minha voz, não saiu tão forte quanto eu esperava, estava vacilante. E não havia mais tanta convicção.
- Então ainda se julga uma coitadinha? Pobrezinha, ninguém a ama, não tem amigos, não tem motivação. Que vida cruel! – Zombou, mesmo mantendo o mesmo tom calmo na voz.
- Isso mesmo, eu sou um zero a esquerda.
- Você já pensou em amar as pessoas primeiro? Já pensou em ajudar as pessoas primeiro antes de querer ajuda? Quantas pessoas estão por aí precisando de um abraço, de uma mão amiga, quantas pessoas precisam de um pedaço de pão, não o pão material, mas o pão do amor. O quanto você pode fazer pelos outros ao invés de ficar aí vegetando. Você tem duas mãos, duas pernas, quantos não dariam tudo para poder andar, para poder abraçar alguém! Quantos dariam qualquer coisa para poder enxergar apenas de um olho, ou mesmo poder enxergar só um pouquinho a luz. Quantos sonham em poder falar uma palavra, ou mesmo ouvir o barulho de uma chuva, o som de um sorriso. Você me fala de vegetar, mas quantos estão nos leitos dos hospitais imóveis em coma querendo que seus corpos reajam para voltar a viver, ou mesmo que estão acordados, mas por algum motivo seus corpos não atendem e vivem dependendo das outras pessoas para tudo, porque a única coisa que podem fazer é fechar e abrir os olhos.
- Mas devem ter feito alguma coisa para Deus os punir. – Falei sentindo meu coração doer pelo que ele havia falado, eu não havia pensado nisso. Senti vergonha do que eu acabara de dizer.
- Deus não pune os homens, eles mesmos se punem, ou se escondem atrás de erros como o que você quer cometer. A vida é uma dádiva, um presente, uma chance de fazer as coisas darem certo. Quantos não têm essa chance? Quantos são abortados antes de nascer, antes de poder conhecer o nascer do sol, antes de poder ver as estrelas. Você quer estragar tudo assim, com um punhal? Quantos milhões de células trabalharam duramente para que você tivesse seu corpo, o quanto sua mãe sofreu para traze-la ao mundo, quanto tempo Deus gastou providenciando seu desenvolvimento espiritual depois carnal, para que você pudesse vir ao mundo? Quantas pessoas perderam o sono para trabalhar em um hospital quando nasceu, quando esteve doente? Quantas professoras deixaram os filhos doentes em casa para cuidar de você na escola? Acha que tudo isso seria em vão? Acha que tudo isso seria simplesmente para você poder chegar nesse dia e dizer : “ Não quero mais viver, essa vida é uma droga, hoje é um bom dia para por fim nela.” A vida não é um livro que se fecha a hora que quer e se põe de volta na estante.
As palavras dele entravam no meu coração como punhaladas, eu sentia o sangue ferver de vergonha de mim mesma, de indignação, de tristeza. Ele estava completamente certo e eu errada.
- Quem é você? Por que não aparece na minha frente? Por que não mostra seu rosto? Você me fala de coragem, mas não tem coragem de aparecer para mim. – Falei, alguma coisa tinha que ser dita, eu não tinha argumentos para tudo aquilo que ele havia dito.
- Não importa meu rosto, não importa meu nome, o que importa é o que eu vim dizer.
- Está errado, se tem algo para dizer, então diga olhando nos meus olhos.
- Você pode não gostar do que vai ver, melhor deixarmos como está, você me ouve.
- Você está brincando comigo?
- Eu não brinco, principalmente em serviço.
- Então está a serviço?
- Sim, estou.
- Então trabalha para alguém. – Falei levantando, tentando ver onde ele estava, com o punhal na mão, minha garantia de vida, ou de morte.
- Trabalho. Não tente fugir do foco da nossa conversa.
- Eu não converso com estranhos, principalmente estranhos que se escondem, não mostram o rosto.
- Que diferença faz o meu rosto?
- Como saberei se é um anjo ou o demônio?
- Não saberia pelo meu rosto, porque sendo um ou sendo outro, eu poderia me moldar da forma que eu quisesse.
- Boa resposta.
- Quer saber como saberia se sou do bem ou do mal?
- Quero.
- Analise as palavras que eu disse. Se eu fosse do mal, estaria em silêncio apenas esperando que você terminasse seu ato.
- Isso então deixa você na primeira categoria citada.
- Pode até ser.
- Então você trabalha para Deus?
- Sim.
- Ele existe mesmo? – Perguntei mais por provocação do que por duvida.
- Sim e ele acredita em você, tanto que me mandou aqui.
- Para evitar que eu me mate? Quanta honra a minha. Quer dizer que ele prefere que eu fique viva?
- Sim.
- Legal, então seu recado está dado, pode ir embora.
- Eu não vou embora.
- Vai sim, eu não chamei você, não convidei você pra entrar, então fora.
- Eu não sou um vampiro que precisa ser convidado para entrar na casa das pessoas.
- Se não aparecer na minha frente agora, eu é quem saio daqui e te garanto que não será pela porta, ou seja, você irá falhar na sua missão.
- Tudo bem, se quer assim...
As velas se apagaram, apenas a luz dos relâmpagos lá fora iluminavam meu cenário macabro.
Ele apareceu na minha frente, cabelos escuros arrumados jogados para trás, uma roupa azul clara, camisa e calça social.
- Não é tão mal quanto esperava. – Falei sentindo simpatia de imediato, mas ainda de arma em punho.
Ele deu um leve sorriso.
- Como pode ser tão cruel consigo mesma? Dê uma chance a você. – Falou e seus olhos pareciam brilhar no escuro.
- Eu devo ser realmente maluca a acreditar que Deus tenha mandado você por mim. Eu não mereço... – Falei sentindo um nó na garganta, como se fosse chorar a qualquer momento.
- Não precisa chorar, não sou nada demais, apenas quero que compreenda a mensagem sua vida é preciosa e há muito em seu caminho para ser feito. Você jamais será um simples vegetal, apenas deve deixar que o mundo chegue até você e você chegue até ele.
- Simples assim. – Falei indignada comigo mesma.
- Nada é simples. – Ele respondeu compreensivo.
- Eu sei... – Comecei a chorar, aquilo era um erro, tudo era um erro. Porque eu tinha que repetir os erros tantas vezes?
- Chore o quanto quiser, isso limpará sua alma e dará forças para você recomeçar. Quando a chuva passar um mundo novo estará à sua espera do lado de fora da janela. Basta que saiba ver e ouvir o que se preparou para você.
- Não sei se irei conseguir, mas prometo tentar. – Falei baixando os olhos, quando olhei novamente ele não estava mais lá.
- Você é muito mais especial do que julga ser. Lembre-se sempre que o mundo espera por você.
Senti uma mão acariciar meus cabelos, mas não havia ninguém ali.
- Pelo menos me diga seu nome antes de ir. Assim saberei quem me salvou.
- O meu nome não importa, me chame do jeito que preferir.
- Eu verei você novamente?
- Eu sempre estive e sempre estarei ao seu lado.
- Mesmo?
- Mesmo, algumas vezes você vai esquecer de mim, mas eu sempre estarei aqui por você.
- Obrigada. – Agradeci pensando em uma prece.
Uma sensação gostosa se apoderou de mim como se grandes asas me guardassem, uma suave brisa passou no meu rosto, como um beijo.
A tempestade parou e eu ainda tinha meus olhos fechados, sentindo-me reconfortada nas asas de um anjo.
E tudo se transformou.
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Todos nós temos anjos cuidando o tempo todo de nós, basta estarmos atentos aquilo que ele tem a nos dizer.
Beijos e boa semana!

sábado, 21 de agosto de 2010

AMIZADE


Eu costumo dizer que sou uma pessoa abençoada. Sim, tenho amigos. Diversas idades, diversos mundos, diversas realidades.

O que leva uma pessoa a ser amiga de outra incondicionalmente? Sintonia, empatia, amor, compaixão, espelho, não sei, talvez não importe tanto.

O importante mesmo é um sentimento gratuito, inspirador que faz com que se sinta mais forte, confiante na presença dele. A perseverança de uma amizade que dura anos, milênios, vidas.

Eu costumo ver o resultado da minha vida somando as amizades e as felicidades.

Quem me conhece e me compreende pode possuir minha amizade eterna, quem não consegue entender palavras singelas e sentimentos profundo jamais me entenderá e talvez jamais seremos amigos.

As palavras fazem parte de mim e os amigos também.

Vento, momento, sentimento.

Amizade que inspira que dá ânimo e que faz crescer.

Enfim, só tenho mesmo a agradecer.



E para demonstrar esse carinho que tenho pelos meus amigos e o carinho incondicional que recebo deles, olha aí uma imagem feita pela Rayane, onde estamos da esquerda para a direita, ela, a Bruna no meio e eu loira no canto.



Coisas assim não tem preço.




Valeu Ray!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SELVAGEM


Quando ela olha para as estrelas brilhando no céu
Ela faz um pedido e diz boa noite
Ela dirige sua vida como uma árvore
Mas em seus sonhos
Ela é livre como um cavalo correndo ao vento
Ela nunca pensa muito em obstáculos
Ela nunca se importa muito com as pedras
Tudo é sempre tão confuso
Que ela não se importa em não entender
Ela sabe que no final vai ficar bem
O sol sempre vai nascer por trás das montanhas
Ela já encontrou a paixão uma vez ou duas
Ela já viu seus sonhos transformarem em realidade
E se quebrarem como vidros no chão frio
Ela já conheceu o amor e percebeu quando ele se transformou em dor
Mas ela sempre continua seguindo
Continua fugindo da escuridão
Ela voa como o vento
Ela é quente como o sol
E enquanto dorme
Ela vive como quer
Hoje a noite ela irá correr pelos campos de novo
Como um cavalo selvagem ao vento
Sem nada a temer
Sem nada para se importar
Apenas sentindo o vento abraçando seu corpo.
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When she looks at the stars shining in the sky
She makes a request and say goodnight
She runs her life like a tree
But in your dreams
It is free as a horse running in the wind
She never thinks a lot about obstacles
She never really care about the stones
Everything is always so confused
She does not mind not understanding
She knows that the end will be fine
The sun will always rise behind the mountains
She has found a passion once or twice
She has seen his dreams turn into reality
And if they break like glass on the cold ground
She has known love and realized when he became a pain
But she always continues to follow
Keeps running away from darkness
She flies like the wind
She's hot like the sun
And while you sleep
She lives as either
Tonight she will run through the fields again
Like a wild horse in the wind
With nothing to fear
With nothing to care
Just feeling the wind embracing your body.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

AGRADECIMENTO


Hoje eu quero agradecer duas garotas maravilhosas que entraram na minha vida, para mim são dois anjos, mas acho que elas preferem o lado vampiresco da coisa, então duas vampiras do bem que tem me incentivado, me apoiado e auxiliado em várias coisas.

Ninguém consegue nada sozinho, a verdade é que o segredo do sucesso é ter uma boa equipe com quem se pode contar.


Obrigada minhas amigas!


Rayane de Brasília e Bruna de São Paulo.


Vocês moram no meu coração.


Super beijo.







segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ANGEL




Boa semana para todos!

"Ela vive em sua luz
nada mais pode machucar.
Ela é tão bela, tão linda!
Eu ouço sua risada
em algum lugar aqui.

As sombras de dúvida se dissiparam
no tempo.
Angel
Eu espero ser igual você.
Um dia.

sábado, 14 de agosto de 2010

ESTRELA

Quero alcançar uma estrela
uma estrela perdida
escondida no céu.

Quero que saibas e que veja
como estou sozinha
como vive meu ser.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

ÚLTIMO TREM PARA CASA


É impressionante as infidáveis bifurcações e surpresas nesta vida.
Tudo é entrelaçado como mãos que se apertam na escuridão.
Algumas vezes não se vê, mas se sente a força e o toque.
Algumas mensagens são meras canções, outras meros livros.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

NOVA FASE





"Uma estrela brilha avisando em algum lugar.


Estou pronta agora.


Para uma nova fase,


uma nova vida.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MUSICAS DA SEMANA

Minha lista de músicas da semana espero que curtam.

1 - Bring on the comets - VHS or BETA

2 - Setting Sun - Eskimo Joe

3 - When i look at you - Miley Cyrus

4 - Brooklyn Blurs - The Paper Raincoat

5 - Each Coming Night - Iron & Wine

6 - Tyrant - One Republic

(as músicas acima são da trilha sonora do filme "The last song"

7 - California Girls - Katy Perry

8 - Angels Cry - Mariah Carey

9 - Brick by Boring Brick - Paramore

10 - The last song ever - Secondhand Serenate

11 - This is me - Demi Lovato

12 - Gypsy - Shakira

13 - Paparazzi - Lady Gaga

14 - Morning after dark - Timbaland feat Soshy

15 - This Love - Veronicas

Espero que gostem da minha seleção.

Aproveitando uma dica de filme: assistam o filme " The last song" vale a pena.


Beijos


terça-feira, 3 de agosto de 2010

PÓS MORTE

Depois de algum tempo de molho sem poder escrever voltei com gás
total.
Morrendo de saudades aqui vai um pensamento mórbido. hehehe




"Eu morri.
Não ouvia mais nada, nem via, nem sentia.
O coração parou de bater dentro do meu peito.
Assim como o ar parou de encher meus pulmões.
As palavras foram embora o que restou era apenas um corpo frio
e inerte em um gélida maca de hospital.